Câmara Municipal das Lajes das Flores

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FreguesiasFajã Grande

Executivo

Órgãos Autárquicos
Presidente José Antunes da Costa Serpa
Secretária Gabriela Maria Cabral Ramos da Silva
Tesoureiro João Carlos Fragueiro Jorge
Órgãos Deliberativos da Freguesia (Assembleia)
Presidente Tércio Gomes Machado
1º. Secretário José António da Silva Teixeira
2º. Secretário Hugo Porfírio Fernandes da Costa
Vogal Ricardo Manuel de Medeiros Oliveira
Vogal Maria Lídia Fraga Rodrigues
Vogal Victor José Lourenço Fagundes
Vogal  Válter Branco Filipe

Historial

Fajã Grande, ocupando uma área de aproximadamente 12,55 quilómetros quadrados, é uma das freguesias mais povoadas do concelho de Lajes das Flores.

Localizada na costa oeste da Ilha, confronta com as freguesias de Ponta Delgada das Flores e Fajãzinha e representa o lugar mais ocidental de toda a Europa. Um pouco afastado da Ilha, encontra-se o ilhéu de Monchique, o último sinal físico que separa o Velho do Novo Mundo, assim descrito pelo Padre José António Camões, na sua obra Roteiro Exacto da Costa da Ilha : "Em distancia de uma legoa, pouco mais ou menos, a noroeste da ilha, está um alto ilheo de pedra chamado Monxique, que sendo bem alto ( nada menos de vinte braças de altura) há por vêzes mar tão bravo naquella Costa, que o cobre todo, saltando-lhe as ondas por cima".

Administrativamente, só na segunda metade do século XIX, a Fajã Grande obteve a sua autonomia política e religiosa. A freguesia de Nossa Senhora do Remédios de Fajãzinha, a que pertencia o lugar de Fajã Grande, havia sido instituída em 1676, englobando os lugares da Ponta, Fajã Grande, Caldeira e Mosteiro. Nesse ano, haviam sido desanexado os lugares da Ponta da Fajã, relativamente ao da Ponta Delgada, e do Mosteiro, relativamente ás Lajes. Ora, só passados duzentos anos, a provisão do Bispo de Angra, Frei Estevão, datada de 1861, institui a Paróquia de São José de Fajã Grande em conjunto com as povoações da Ponta e Cuada. O Padre Camões, relativamente a esta região, afirma o seguinte: "Continua baixio até uma pequena enseada a que chamam a baixa d'agoa. Continua baixio, baixio até chegar ao porto da Fajã Grande, que tem no meio um grande morro chamado o Calhau da Barra. Para dentro do dicto Calhau fica um grande poço de mar chamado o Poção, que dá refugio aos barcos que entrão com mar bravo".

Gaspar Frutuoso, por outro lado, oferece-nos uma descrição mais viva da região, na sua obra Saudades da Terra: "Dali a um quarto de légua está uma Fajã, chamada Grande, que dá pão e pastel, em terra rasa, com algumas engradas onde entram caravelas de até cinquenta moios de pão a tomar o pastel que nela se faz, onde também há marisco e pescado de toda a sorte, e no cabo dela está um areal, de meia légua de comprido, em que sempre, anda o mar muito bravo; e dali por diante, a outra meia légua, é tudo rocha talhada, onde se apanha muita urzela, e de muita penedia por baixo, em que se cria infinidade de marisco e grandes caranguejos e desta mesma maneira corre a rocha um tiro de bombarda até uma ponta, que sai ao mar um tiro de arcabuz, com um baixo de pedra, que tem lapas e búzios; e, logo adiante da ponta, se faz uma baía, onde com ventos levantes ancoram navios de toda a sorte e também naus da Índia. No meio deste ancoradouro cai da rocha no mar, a pique, uma grande ribeira".

Através desta colorida descrição, pode-se inferir que, na época a Fajã Grande era centro de grandes transações comerciais, chegando mesmo as caravelas da Índia a encontrar aqui um precioso desembarcadouro.

Por outro lado, o autor faz ainda uma clara referência á riqueza e variedade do pescado da região, ainda hoje preservado. Apesar de, actualmente, não registar tão grande azáfama a Fajã Grande continua a encantar quem a visita, pela amenidade do seu clima, pela transparência das suas águas ou pelas suas piscinas naturais, enfim, ela assume-se hoje como uma verdadeira estância de veraneio para todos os florentinos.

De todos os lugares que compõem esta pitoresca Freguesia, dois sobressaem pelas suas paisagens naturais:
A Ponta da Fajã Grande é uma aldeia imaginária e de sonho, num mundo marcado pela solidão e pela falta de valores. Desde que serviu de fronteira entre as freguesias de Nossa Senhora do Remédios de Fajãzinha e de São Pedro da Ponta Delgada, o destino desta região ficou para sempre traçado.

Actualmente, com as suas cascatas de águas e escorrer pelas escarpas abaixo, a Ponta da Fajã Grande é um idílico lugar onde vivem menos de 20 almas. Com tradições profundamente rurais, aqui ainda se ouve o cantar dos pássaros, o murmurar das águas e o marulhar do mar, por vezes intempestivo.

A Quada, palavra que deriva de saracotear, ou seja, «andar de um lugar para o outro», foi uma povoação que, desde cedo, sentiu o fenómeno da desertificação. Este airoso terraço entre a Fajã Grande e a Fajãzinha, encontra-se assim associado, na mais pura tradição florentina do aldear, aos contrastes e dissabores que, com o tempo, foram surgindo na Fajã e que levaram algumas famílias a abandonarem a sua terra natal.

"A Fajã é uma vila,
A Quada é um outeiro
P'ra onde as aves do campo
Vão fazer o seu linheiro.

As tecedeiras da Quada
São todas muito apuradas,
Tecem colchas cobertores,
Cobertas e almofadas"

Hoje, quase todo o povoado foi recuperado para fins turísticos o que constitui sem dúvida um exemplo de Turismo Rural de sucesso. "Aldeia da Quada", assim baptizada pelo empresário Carlos Silva, seu proprietário e gerente é um sítio convidativo à Paz, e ao bucolismo que a Ilha inspira. Um contacto imprescindível com a Natureza que se recomenda. (Tel.: 292 590 040, E-mail )

Porque as pessoas são parte integrante da História de cada região, Fajã Grande orgulha-se de ter sido o berço de algumas personalidades que, no seu tempo e à sua maneira, contribuíram para o seu engrandecimento. De entre as várias individualidades florentinas, destacam-se o Padre José Luís de Fraga, pelo seus dons de orador, escritor e músico; e Pedro da Silveira, historiador e poeta, com vários trabalhos publicados.

Desenvolvimento e Turismo

POPULAÇÃO

Divisão Etária:
Crianças: 11.88 %
Adolescentes: 8.92 %
Adultos: 59.40 %
Idosos: 19.80 %

Número de Residentes: 225 habitantes
Número de Eleitores Recenseados: 194 eleitores. Dados reportados ao Referendo Nacional de 11 de Fevereiro de 2007.

Em busca de melhores condições de vida, cerca de 60% da população activa emigrou para os Estados Unidos da América e Canadá. Porém, como não esquecem a sua terra natal, visitam-na todos os anos e, quando regressam definitivamente (cerca de 40%), investem em diversificadas áreas da Freguesia.

DESENVOLVIMENTO E TURISMO

Sectores Económicos:
Primário: 50%
Secundário: 40%
Terciário: 10%

Uma vez que, desde a sua génese, a Fajã Grande foi caracterizada pela excelência das suas terras e pelo seu contacto com o mar, não admira que parte considerável da sua população se ocupe ainda em actividades do sector primário, como a agricultura, a pecuária e a pesca. Contudo, perante os novos desafios que a sociedade actual nos apresenta, actividades dos sectores secundários (construção civil e indústria hoteleira) e terciário (comércio e serviços) complementam, hoje, a economia desta Freguesia açoriana.
Meios de Acolhimento: Para melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta Freguesia, para além da praia e de parques de diversão, dispõe de alguns estabelecimentos de alojamento e de lazer, a saber:

ALOJAMENTO

  • Pensão Argonauta (tel.: 292 552 219)
  • Aldeamento da Cuada – Turismo em Espaço Rural (tel.: 292 590 040)
  • Apartamentos Rui Jerónimo-(963696990)
  • Quinta da Ana -(292552214)
  • Casa Laura Costa -(292552041)

DIVERSÃO NOCTURNA:

  • Esplanada da Fajã Grande, com música ao vivo e Karaoke. (tel.: 292 552 170);
  • Bar do José António Teodósio, com comércio - rua Direita ou Senador André de Freitas;
  • Café Snack-Bar - Costa ocidental, com sala de jogos - rua Direita ou Senador André de Freitas.

RESTAURAÇÃO

  • Esplanada da Fajã Grande, com capacidade para 80 pessoas, serviço de Esplanada e Piscina para crianças;
  • Snack-Bar/Restaurante/Sala de Jogos "COSTA OCIDENTAL"
  • Casa do Vigia - especializado em comida Italiana
  • Bar de José António Teodósio
  • *Bar do Guilhas
  • Snack-Bar Cunha.

* são de carácter sazonal, estando abertos apenas no Verão de cada ano.

COMÉRCIO

  • José António Teodósio - Rua Direita ou Senador André de Freitas;
  • Mini Market - Rua da Tronqueira.

DESPORTO, CULTURA E LAZER:

Já que é o associativismo que mais contribui para o desenvolvimento da Freguesia, designadamente através da dinamização de áreas como o desporto e a cultura, Fajã Grande conta com o apoio e o trabalho de várias colectividades, entre as quais se destacam:

  • A Tuna Sol Mar da Fajã Grande (tel.: 292 552 186) que, criada em 1993, possui sede na Freguesia. Composta por 14 músicos e 4 cantores amantes da arte musical, toca e canta as modas regionais e tradicionais da ilha das Flores.

ACÇÃO SOCIAL

Não descurando esta importante área de acção, esta Freguesia tem, ao dispor dos seus habitantes, a Casa do Povo de Fajã Grande, onde funciona um gabinete de Assistência Social, uma vez por semana.

A Casa do Povo da Fajã Grande dispõe de um amplo salão de festas, bar, sala de jogos, internet e um consultório médico para consultas uma vez por semana.

GUIA TURÍSTICO

Argonauta - Quartos e Excursões - organiza excursões pelos caminhos pedestres das Flores e proporciona em canoas, para os interessados e adeptos a tal recurso, viagens ao Ilheu do Monchique e outras.

É indiscutível que os Açores possuem algumas das paisagens naturais mais belas de toda a Europa. A Fajã Grande, neste campo específico, não constitui excepção, orgulhando-se, por exemplo, da moldura verdejante e marítima que enquadra os seus vários Trilhos Turísticos.

Vigia da Baleia (0.750 Km – 15/20 min.)
"Subir a Rua Direita (Rua Senador André de Freitas), a principal da Fajã Grande, até à última casa da Freguesia, antes da qual se deve entrar num carreiro à direita. Na colina, à direita, há um poste de luz: logo depois de se alinhar com ele, ha uma canadinha entre paredes, do mesmo lado, estreita mas muito bem traçada, conduz à vigia. Quem prosseguisse em frente pelo carreiro iria ter à Fajãzinha. O primeiro troço da subida à vigia é uma escada em pedra muito íngreme, mas após duas ou três voltas já aparece a meta, uma cabina empoleirada em cima de um rochedo, que se projecta sobre o mar. A segunda parte da vereda, porém, é muito menos empinada. Uma vez ao pé da vigia, para gozar o estupendo panorama, realmente «sem palavras», pode-se subir à placa do tecto, do lado direito da cabina. O caminho está sempre mondado e transitável.

Fajã Grande / Cuada / Paus Brancos / Escada Mar / Fontinha (5.500 Mts – 100 min.)
"Com partida da Fajã Grande, sobe-se a estrada principal até (...) encontrar a Capela de Santo António: no seu lado direito abre-se a ampla vereda para a Cuada . Esta mantém-se bem traçada, devido às quintas e aos pomares ainda cultivados, por serem entre os melhores da ilha, numa depressão quente, longe da salmoura do mar. Depois das primeiras casas (...) aparece (...) a Capela do Espírito Santo , datada de 1841 e teatro da festa homónima no dia de Pentecostes.
Estamos quase no «centro», reconhecível por duas fontes de boa água, e ainda se vê a magnífica configuração da antiga aldeia de tecedeiras.
Efectivamente, seria um lugar excelente para um aldeamento turístico bem planeado e respeitoso do existente.
(...) A ladeira sobe bastante inclinada, até a estrada de bagacina, onde se deve virar (...) para remergulhar no «verde» e retomar o caminho. Após uma breve subida, chega-se enfim ao cruzamento para a Fajã – à esquerda – na região dos Paus Brancos (...). Na nossa frente ergue-se a gigantesca e maciça mole da Rocha das Fajãs, aliciante trampolim para as ribeiras que nascem no mato.
O caminho, sempre bem evidente, desenrola-se agora suavemente pelos antigos arredondados declives vulcânicos na base da Rocha, terras de pasto para o gado fajãgrandense. Mais adiante, volta-se a cruzar a recém – aberta estrada no largo da Escada Mar, nome que, na origem, devia ser Escada do Amaro (...).
Sai-se a pé de um outro bebedouro, junto à última casa da Fontinha , o «bairro alto» da Fajã Grande, que oferece deslumbrantes perspectivas sobre a povoação e o horizonte oceânico.
Depois da aglomeração das primeiras casas, encostados à estrada do lado direito de quem desce, aparecem dois palheiros: tratava-se da Fábrica da Manteiga e da oficina do ferreiro, que foram do mesmo proprietário, o qual cuidava de bater o ferro sobre a forja, e de bater natas...
A seguir ... remontando a estrada a partir da última casa da Fontinha, começa à esquerda na primeira curva o caminho para subir a Rocha da Fajã. Ao encontrar, depois de poucos passos, a Ribeira dos Paus Brancos, têm-se duas opções: os mais destemidos podem seguir à direita, para subir a Rocha, outros poderão seguir para baixo ao longo, ou aliás, dentro, da ribeira. O curso desta constitui parte da ligação para a ponte sobre a Ribeira das Casas, passaporte para o Poço do Bacalhau. (...) Mais adiante, onde a Ribeira dos Paus Brancos vai desaguar na Ribeira das Casas, depara-se a cascata desta, com as ruínas de um Moinho, por baixo."

Rocha da Fajã Grande (3.450 Mts – 65 min.)
"Quem olha pela primeira vez para a vertical Rocha da Fajã talvez não possa acreditar que haja um caminho para a subir, mas este, de facto, existe, e é mais agradável percorrê-lo de cima para baixo. Após o cruzamento do Jardim , toma-se a Estrada do Mato para Santa Cruz até à ponte da Ribeira Grande; em vez de seguir pela curva à direita, deve-se tomar a estrada de bagacina que vai ter ao Morro Alto , o pico mais elevado (...) o mais panorâmico das Flores, com a grande antena de telecomunicações aí instalada em 1986. (...) A estrada roxa desenha (...) uma acentuada curva à esquerda, onde é travessada por uma grota. Mais logo, (...) virando as costas, admira-se a vista excelente da Lagoa de Água Branca , que antigamente «os Povos das ditas Fajãs atravessavam pelo meio, em cima de grandes camadas de lenha, para encurtarem o caminho». A Lagôa ou Caldeira de Água Branca, com pouco mais de 2 metros de profundidade, é mais bonita vista ao longe, porque os terrenos circundantes, de musgos esponjosos e espinheiros, fazem do acesso empresa desconfortável (…).
À direita da Lagôa Branca, pode-se adivinhar também a cratéra da Lagôa Funda, cujas águas se escondem, contudo, à lente do fotógrafo".

Poço do Bacalhau (0.280 Km – 10 minutos)
"«Esta freguesia das Fajãs é abundantíssima de águas nativas, além de quatro principais ribeiras que têm pendentes na rocha de que falámos: a da Ponta, a do Cão, a das Casas e a Grande». (...) O «Auto de Divisão e Demarcação dos Concelhos» foi feito a 2 de Outubro de 1770, quando a ilha do Corvo e o lugar da Ponta (...) ainda pertenciam ao concelho de Santa Cruz. Nos autos, os peritos declararam que as balizas são duas ribeiras , chamadas uma da Silva e outra das Casas , unidas por uma linha recta que passa pela Fonte do Frade, Descançadoiro do Caminho da Fajã Grande, junto à Caldeira de Água Branca".

Trilho: Fajã Grande - Ponta Delgada
Ilha: Flores
Concelho: Lajes
Dificuldade: Médio
Extensão: 11 Km
Tempo: 3h 00m

Este trilho começa na Fajã Grande e termina estrada agrícola de betão entre o Farol da Ponta de Albarnaz e Ponta Delgada e tem a duração total de cerca de 2h30m.

Começa na Fajã Grande seguindo pelo caminho/estrada em piso alcatroado até à Ponta de Fajã. Continue a caminhar subindo, por um caminho (devidamente sinalizado) de terra batida alternado com pedra de calçada até chegar a uma cancela que corresponde a cerca de metade do percurso percorrido. Nesse local pode desfrutar de uma vista sobre o Ilhéu de Maria Vaz, Ponta de Albarnaz e a Ilha do Corvo.

Esta parte do trilho, ladeada de hortênsias, sobe e atravessa várias ribeiras, no fim deste caminho vira à esquerda e entra na estrada deve seguir durante cerca de 1,5 km até ao Farol da Ponta de Albarnaz, seguindo na estrada agrícola de betão até Ponta Delgada.

O percurso atravessa um Sítio de Interesse Comunitário (SIC). É responsabilidade de todos(as) nós contribuirmos para a sua protecção, bem como assegurar a sua biodiversidade através da conservação deste habitat natural. A natureza agradece.

Do seu património edificado, por outro lado, são dignos de uma atenta visita:
As Casas do Espírito Santo , das quais se destaca a da Cuada , por ser a mais antiga, construída em 1841;

A Igreja Matriz , dedicada a São José. Edificada em 1868, tem na sua génese uma primitiva capela com a mesma invocação, erigida em 1755. Este singelo, mas atractivo templo, possui dois altares no encontro do arco que separa a restante parte do edifício.

Cultura

TRADIÇÕES

Danças e Cantares
Fazem parte da memória dos mais velhos, os serões bem passados com modas características da ilha das Flores, como a Chamarrita ou os Pézinhos (modas que se dançavam durante algumas tarefas comunitárias, como o cardar da lã das ovelhas, para se confeccionarem as roupas e mantas que se usava durante o Inverno), a Rema, a Tirana, a Ciranda, ou o Matias Leal, que faziam as alegrias das festas populares, desde o século XVIII.

 

Rema (século XVIII)

Rema para lá, lanchinha,
Rema para lá, lanchinha,
Rema que rema,
Lanchinha de quatro remos
Rema que rema
Lanchinha de quatro remos

Matias Leal
Toda a noite andou
C'um rato na boca
E nunca o matou.

Matias Leal
Tem um chafariz,
A mãe leva o rato
E a filha o nariz.

Matias Leal
De barriga ao sol...
Vai ao mar pescar,
Mas não leva anzol.

Matias Leal
Ó cão laparoso!
Posto na janela,
Barbas de tinhoso.

Matias Leal
Tem uma atafona,
Onde a burra mói
Mai-la sua dona.

E se a burra mói,
Deixá-la moer!
E se ela não sabe,
É para aprender.

ou

Matias Leal
Toda a noite andou
C'um rato no cachuço
E nunca o apanhou

Matias Leal
Toda a noite grita:
Que a filha mais velha
Que é uma cabrita.

Matias Leal
Toda a noite chora:
Que o filho mais velho
Quer le dar una nora.

Trajes Característicos
De acordo com documentos antigos desta região, recuperam-se algumas peças de vestuário, como o capote, o capote redondo, o xaile, o mantim, os vestidos de chita, as calças de cotim, os casacos do tear e os tamancos de madeira, cuja tradição remonta ao século XVIII.

Jogos e Brinquedos Tradicionais
De acordo com as memórias dos mais velhos, recuperam-se os jogos do pião, do eixo, das pedrinhas e do lenço que, durante a década de 30 eram motivo de diversão quando das festas do Espírito Santo ou dos intervalos da escola. Por outro lado, recuperaram-se igualmente alguns brinquedos, como as bonecas de trapos, que fizeram parte do imaginário dos nossos avós.

GASTRONOMIA

Pratos Típicos
São iguarias da Freguesia, Enchidos, Carne de Porco Salgada, Marisco, Lapas, Peixe, Pão de Milho, Bolo de Milho, Batata Doce e Inhame.

Doces Tradicionais
Fazem parte da confeitaria da Freguesia, para além do Arroz Doce e Bolos Caseiros, Pão Doce e Filhós, cujas receitas se descrevem de seguida.

Pão Doce
Ingredientes: 3 kg de farinha; 1 dúzia de ovos; 1 kg de açúcar; ¼ de kg de manteiga; 1 canteira de fermento de pão, raspa de 1 limão e leite q.b.
Preparação: Amassa-se tudo muito bem e acrescenta-se um pouco de leite para ajudar a ligar a massa. Estende-se de seguida a massa para levedar e depois, está pronta a cozer, durante cerca de 45 minutos.

Filhós
Ingredientes: 1 kg de farinha, ¼ kg de açúcar, 125 g de manteiga, 1 limão, 6 ovos ( por cada kg de farinha).
Preparação: Misturam-se todos os ingredientes para se formar uma pasta bem ligada que, depois de bem amassada, deve ficar a repousar para levedar. Posto isso, tende-se a massa e fazem-se pequenas bolinhas sobre uma toalha polvilhada de farinha. Deixa-se a levedar por mais algum tempo e, depois, são fritas em óleo bem quente.

ARTESANATO

As peças de artesanato, cada vez mais apreciadas por naturais e estrangeiros, funcionam como cartão de visita de cada região, uma marca presente de um passado que tende a ser esquecido. Neste sentido, em Fajã Grande, permanecem vivas algumas artes antigas como as de cestaria em vime; de confeccionar tapetes em casca de milho, rendas ou belos bordados em linho; e de manufacturar flores em miolo de hortênsia.

"Se, ao natural, as hortênsias são o símbolo de beleza e cor, que anda de mãos dadas com a imagem dos Açores, os finíssimos artefactos feitos com o miolo dos seus troncos personificam toda a capacidade criativa e a imensa habilidade manual das gentes deste Arquipélago. E simbolizam, também, perseverança, tranquilidade e paciência na preparação e na utilização desta matéria-prima, trabalhada de forma análoga ao feito com o miolo de figueira. Não é fácil de preparar nem de trabalhar o miolo de hortênsias e, por isso, só alguns poucos ainda se dedicam a perpetuar esta arte, com ela fazendo flores e folhas, de coloração levemente marfinada, que originam composições florais de beleza incomum".

 

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