Câmara Municipal das Lajes das Flores

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FreguesiasLajes das Flores

Executivo

Órgãos Autárquicos
Presidente Luís Manuel Fernandes Caramelo
Secretário Rigoberto Martins Gomes
Tesoureiro Filomena Maria Pacheco Branco
Órgãos Deliberativos da Freguesia (Assembleia)
Presidente Débora Sofia Faria de Mendonça
1º. Secretário Eugénia Maria Ávila Almeida Lima
2º. Secretário Luís Manuel Cabral de Freitas
Vogal José António da Costa Sousa
Vogal Marisa Vieira Henriques
Vogal Francisco Armas de Freitas
Vogal José António Custódio da Silva

 

Historial

Lajes das Flores , bonita vila costeira e piscatória, é sede do Concelho com o mesmo nome, um dos dois (o outro é Santa Cruz, de cuja sede dista 25 quilómetros) constituídos na ilha das Flores. Com uma área de 18,45 quilómetros quadrados, estende-se ao longo da ponta sul do Concelho e da Ilha, e engloba os lugares e sítios de Jogo da Bola, Monte, Morros, Outeiro Negro, Pátio Grande, Ribeira Seca e Vila de Baixo.

A primeira iniciativa de povoamento da Ilha é atribuída, por alguns, ao flamengo Wilhelm, e por outros, a Guilherme da Silveira, mas o certo é que o entusiasmo inicial desse primeiro colonizador foi refreado pelo isolamento da região e pela relativa pobreza do solo. Outros povoadores se seguiram, no entanto, mais persistentes e, em 1510, já Lajes das Flores constituía uma significativa povoação. O seu desenvolvimento, beneficiado pelo pequeno porto natural, que oferecia excelentes condições de atracagem às embarcações, justificou, cinco anos mais tarde, a sua elevação à categoria de Vila.

Pouco tempo depois, era instituída a segunda Vila da Ilha, Santa Cruz, e a rivalidade instalava-se entre as duas sedes concelhias, mas o facto de se situarem numa pequena Ilha, longe dos interesses de Portugal Continental, truncou-lhes o crescimento, durante vários séculos.

Em 1869, o Governador Santa Rita opinava que a ilha das Flores "não comporta a existência de dous municipios" , e que, no caso da ilha do Corvo, "uma administração parochial é quanto basta àquelles povos" , uma vez que este concelho, "na actualidade, em vez de lhe ser benéfico, é um pesado encargo de que ella ardentemente deseja ver-se libertada".

Relativamente às Flores, cujos concelhos "já actualmente se acham annexados para serem regidos pelo administrador do Concelho de Santa Cruz, e bem assim para o serviço da Fazenda e Judicial" , Santa Rita nota ainda que a extinção do concelho de Lajes das Flores "encontra uma forte repugnancia nos habitantes da Villa, sua sede" , mas sublinha também que "na divisão territorial decretada em virtude da Lei de 24 de Junho de 1867, as duas ilhas das Flores e Corvo ficavam constituindo um só concelho, e é muito natural que esta seja a sua sorte futura".

De facto, a situação vaticinada por Santa Rita realizou-se em 1895, pelo decreto de 18 de Novembro, publicado no Diário do Governo do dia seguinte, que suprimiu, entre outros, os concelhos de Lajes das Flores e do Corvo. Esta decisão foi, certamente, influenciada pelo pedido que a Câmara Municipal de Santa Cruz, na época, sob a tutela de membros do partido regenerador, dirigiu ao Governo, visando a supressão do seu Concelho vizinho.

Pouco depois, o poder, na Capital, mudou de mãos e, a 13 de Janeiro de 1898, foram restaurados os concelhos anteriormente destituídos.

Em sessão de 17 de Março do mesmo ano, a Câmara Municipal de Lajes exarou um voto de louvor ao Ministro do Reino, pela restauração do seu Município, "cuja autonomia era reclamada pelos povos em geral de todo o Concelho" , e deliberou "que o largo d'esta Villa chamado Largo do Município passasse a ser chamado Largo do Ex.mo Conselheiro José Luciano de Castro".

Lajes registou, finalmente, um avanço notório, a partir de meados do século XX, graças à edificação de algumas infraestruturas de grande porte, como o porto comercial, há muito reivindicado.

Devido à sua localização geográfica, a Freguesia desempenhou um papel fundamental na orientação dos navios que demandavam os Açores, por isso, se lê, na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira , o seguinte: "na ponta das Lajes, na costa sul da Ilha, tem um farol, com alcance de vinte e nove milhas e visibilidade de 234º a 83º, por oeste e norte, respectivamente. Nesse farol, encontra-se instalada a Estação Rádio Naval das Lajes, que é, conjuntamente, o posto 035 da rede dos Serviços Metereológicos da Marinha. Destina-se essa estação à assistência, em telefonia, aos navios bacalhoeiros, durante a sua campanha, transmitindo-lhes as previsões do tempo que lhe são fornecidas pela Estação Radiometereológica da Marinha no Atlântico, de que está dependente. Funcionando como radio-farol para a navegação marítima, durante os nevoeiros, e para a navegação aérea, sempre que esta entra dentro do seu alcance, presta-lhes assistência radiotelegráfica durante todos os voos e envia-lhe indicações do tempo local sempre que lhe são solicitados" . Depois de estar ao serviço durante mais de quarenta anos, deixou de funcionar ao mesmo tempo que a base francesa de telemedidas, em Santa Cruz.

Naturalmente, nos tempos que correm, a actividade quotidiana da Ilha ainda gira em torno das rivalidades entre as Lajes e Santa Cruz, entre o Porto de uma e o Aeroporto de outra.

Inicialmente, a povoação de Lajes das Flores estendia-se da Ribeira da Silva à Fajã Grande e englobava os lugares de Nossa Senhora dos Remédios das Fajãs (independente em 1676), Lajedo, Caldeira, Mosteiro, Fajãzinha, Fajã Grande e Fazenda (desanexada apenas em 1919).

Abundam as descrições da Vila, embora algumas sejam assaz lacunares. Aqui se privilegiam a do Padre Cordeiro, pela sua exactidão, e a do Padre José António Camões, pela minúcia com que se lhe dedicou.

O primeiro escreveu, na História Insulana , o seguinte: "Daqui para o Norte, está a nobre, & fecunda Villa das Lajes, & já em nada sujeita à Villa de Santa Cruz: consta de muito mais de trezentos fogos, & de duas grandes Companhias, & dous Capitães de ordenança, & hum Capitão mor da Villa, & seu termo; e consta de hua grande rua, & muytas travessas; & tem diante de si para o mar alguns bayxos perigosos aos que quizeram acometer a Villa, & fica já mais de duas legoas do sobredito lugar de São Pedro. A Matriz desta Villa he da invocação de Nossa Senhora do Rosário, com Vigario, & algumas familias nobres, como em seu lugar diremos. (...)

Já houve comtudo ocasição (em 25 de Julho de 1587, há quasi cento & trinta annos) que cinco navios Inglezes enganadamente entrarão na Villa das Lajes, & a saquearão, fugindo os moradores para os matos; mas atèagora lhes não succedeo outra, pela vigia que sempre ao diante tiverão: & nem se sabe de fogo, terramoto, peste ou guerra que houvesse nesta Ilha atègora".

Quando ao segundo historiador, no Roteiro Exacto da Costa da Ilha , conta que "tem aquella Villa o porto a susueste; tem para fora uma baia com ancoradouro de areia. Continuando do dicto porto para sull nascem em uma rocha varias fontes juntas, a que chamão os Canos d'agoa, e que se diz procederem da caldeira funda, como acima fica notado. Continuando, segue-se a sul uma fajã chamada a Fajã de Loppo Vaz, que dizem ser o primeiro que pôs os pés nesta Ilha. Produsindo esta fajã todo o genero de comestiveis, tem uma particularidade notavel, que é ficarem as sementes de um ano para o outro em caseiras d'abobora, bogango, melão, melancia, cabaça, etc. e no anno seguinte, sem nova cultura, produsem como as que tivessem sido cultivadas. Há nesta Fajã um pequeno porto muito ridículo, chamado o porto de Inglez. (...)

Começa, como acaba de dizer-se o destricto da Villa das Lajens, na ribeira do Fundão ou dos Ladroens, e continuando para o Sul, em distancia pouco mais ou menos de meia legua havia antigamente uma povoaçãozinha só com 2 fogos chamada a Ribeira da Lapa, que já hoje está deserta. (...)

Seo Orago é Nossa Senhora do Rozario, com Vigario que tem de ordenado 7 moios, 4 alqueires de trigo e 8$000 réis. Tem mais, a capela dos Castelhanos edificada em 1741, etc.. Há nesta Villa 75 fogos em que residem 486 almas, a saber 240 homens e 246 mulheres. Tem 35 casas de telha e 17 homens calçados. Tem 2 companhias de ordenança. A 1ª formada na Villa, Monte e Morros, com 1 capitão, 1 alferes, 2 tenentes, que foram de fortes, dois sargentos e 170 soldados, a 2ª formada na Fazenda, Lajedo e Mosteiro, com 1 capitão, 1 alferes, 1 tenente, 3 sargentos e 147 soldados, a saber, 77 na Fazenda, 36 no Lajedo e Costa, e 34 no Mosteiro e Caldeira.

Tem um castello no porto da Villa com casa e guarda e 9 peças, e mais 2 fortes, um delles em um cerrado sobre uma rocha, sem casa, e 1 peça".

Na Freguesia, existiu, em tempos, um forte, denominado de Santo António, que defendeu, com bravura, toda a Ilha, dos ataques de dois navios americanos, no ano de 1770.

Lajes das Flores gere a responsabilidade de ser sede do segundo menos povoado Concelho português (a seguir ao Corvo), mesmo que, neste início de século, se apresenta na firme disposição de garantir um lugar entre as localidades mais desenvolvidas do País. Situada no extremo ocidental da Europa, a Vila é, mais do que nunca, o primeiro baluarte do Velho Mundo , a receber quem chega do vizinho Novo Mundo.

Pelo seu desenvolvimento harmonioso, pelo seu equilíbrio natural e humano, pelo verde mais puro e pelo mar mais azul, esta região é bem um exemplo do paraíso e da eterna utopia que devia ser a Terra, para todos os homens de boa vontade.

Símbolos Heráldicos (Edital de 2 de Janeiro de 2002)
Brasão - escudo de prata, duas hortênsias de azul, com pé e folhas verde, postas em pala e alinhadas em faixa, entre duas bilhetas de vermelho, em chefe, campanha ondada de verde e prata de cinco tiras. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "FREGUESIA DE LAJES DAS FLORES" .
Bandeira - de vermelho. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.
Selo - nos termos da lei, com a legenda: "JUNTA DE FREGUESIA DE LAJES DAS FLORES".

Desenvolvimento e Turismo

POPULAÇÃO

Divisão Etária:
Crianças e Adolescentes: 37%
Adultos: 49%
Idosos: 14%

Número de residentes: Cerca de 545 habitantes.
Número de eleitores recenseados: 467 eleitores. Dados reportados ao Referendo Nacional de 11 de Fevereiro de 2007.

Em busca de melhores condições de vida, e à semelhança do que tem sucedido nos últimos séculos, regista-se uma considerável taxa de emigração entre a população activa de Lajes das Flores, desta feita, rumo ao Canadá e aos Estados Unidos da América (desde 1954). No século XVIII, quando as populações das ilhas dos Açores se cansaram de sofrer a falta de quase tudo e decidiram procurar novos horizontes, o principal destino escolhido foi o Brasil.

Forçados pelas circunstâncias a sair da sua concha vulcânica, almejando alguns essa descoberta de outras terras, para além do mar que lhes trunca a imaginação e os passos, os açorianos não esquecem, no entanto, a ilha-refúgio em que nasceram e vão regressando, anualmente, quase sempre nas festas da sua Freguesia natal, para retomarem forças e reatarem laços que, nessas épocas especiais, são sempre de profunda identidade e partilha.

No entanto, a Freguesia também atrai o olhar e o desejo de naturais de outras paragens, pelo que acolhe, actualmente, cerca de vinte europeus, rendidos à pacatez da vida em Lajes das Flores.

Manifestamente, esta procura prova que o turismo é uma das mais promissoras portas para o futuro da região.

DESENVOLVIMENTO E TURISMO

Sectores Económicos: Até há alguns anos, a pesca da baleia foi o esteio da economia desta Freguesia, favorecida pelo porto natural onde a frota baleeira se fundeava, mas a ameaça da extinção do "maior animal do planeta" levou à proibição desta actividade e a população procurou outras ocupações. Conforme escreveu Pierluigi Bragaglia, "A epopeia baleeira concluiu-se definitivamente na década de 80, com as moratórias internacionais; o último cachalote nas Flores, número 2.000l e tal, em 120 anos de caça, foi arpoado a 24 de Novembro de 1981, já para além do Corvo" .

A agricultura, com o cultivo de batata, milho e produtos hortícolas; a pecuária, com criação de gado e produção leiteira; e a pesca de outras espécies, como a cavala, o congro e o cherne, são, hoje, as colunas que sustentam a comunidade, no sector primário. Grande parte da população activa de Lajes das Flores encontra emprego na construção civil e em oficinas de reparação mecânica. Em 1892, formou-se, na vila de Lajes das Flores, "Uma sociedade com fim de empreender a indústria de manteiga de vaca para exportação" , mas esta não sobreviveu além do mês de Outubro do ano seguinte. José Luís de Freitas instalou, em 1896, uma pequena fábrica de manteiga, na Caveira, freguesia de Santa Cruz das Flores onde residia, apesar de ser natural da Lomba. Os postos de desnatação e as fábricas de manteiga surgirem um pouco por toda a Ilha, levando ao alargamento da extensão das pastagens a alguns terrenos, até então, de cultivo. No entanto, o aumento do lucro da produção leiteira não reverteu em favor dos produtores, mas apenas dos industriais, injustiça que levou à fundação do cooperativismo e do sindicalismo no Concelho.

Após a criação do primeiro sindicado da Ilha, no Lajedo, em 1916, surge a Cooperativa Fructuária de Produção de Lacticínios dos Morros e Monte , em 1918. A sede deste sindicato inaugurou-se apenas no ano de 1931 e a sua denominação fixou-se como Cooperativa Agrícola de Nossa Senhora do Rosário , tendo alargado a sua acção às freguesias de Fajãzinha, Mosteiro e Lajedo.

A Cooperativa, que chegou a atingir um índice de produção anual de 30 toneladas de manteiga, manteve-se em actividade até Outubro de 1988 (70 anos de serviço, portanto), tendo encerrado as portas dois anos antes da fundação de uma segunda (e mais bem sucedida) União de Cooperativas Agrícolas da Ilha das Flores.

O sector terciário está, actualmente, bem representado nesta sede concelhia, pelo comércio e serviços, registando-se a existência de supermercado, talho, posto de combustível, unidades de alojamento, restaurantes e cafés, estação de correios, repartição de finanças, conservatórias, banca (balcões do Banco Comercial dos Açores e da Caixa Geral de Depósitos), transportes públicos (não diários), posto policial e corporação de bombeiros.

Meios de Acolhimento: Para melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta Freguesia dispõe de uma Pensão, uma Pousada (tel.: 292 593 547) e dos Apartamentos das ex-Rádio Naval de Lajes das Flores (marcações e reservas a efectuar na Câmara Municipal de Lajes ou pelo tel.: 292 590 800), um complexo turístico constituído por 19 moradias, devidamente equipadas e urbanisticamente integradas na área verde envolvente.

Desporto, Cultura e Lazer: Conscientes de que um bom programa desportivo e cultural beneficia o desenvolvimento integral de Lajes das Flores, as entidades competentes empenharam-se em criar as infraestruturas necessárias à sua inplementação na Freguesia, como campos de jogos, sala de espectáculos e biblioteca.

Um fervilhante espírito associativista fez surgir aqui algumas colectividades, que com muita competência e orgulho, efectuam um excelente trabalho, de promoção dos valores e talentos da sua terra natal.

Actualmente, partilham essa responsabilidade, o Sport Maritimo Lajense, o Grupo Desportivo de Lajes das Flores, a Associação Cultural Lajense, os Bombeiros Voluntários de Lajes das Flores, o Grupo Folclórico e Etnográfico de Lajes das Flores e Os Foliões .

Trilho: Fajã de Lopo Vaz

Ilha: Flores
Concelho: Lajes
Dificuldade: Médio
Extensão: 4 Km
Tempo: 2h 00m

Este percurso começa e termina junto ao miradouro da Fajã de Lopo Vaz e tem a duração total de cerca de 2h. Progride por uma descida em que o trilho alterna entre terra batida, calçada e degraus em pedra, até chegar à Fajã de Lopo Vaz. É necessário algum cuidado durante o percurso devido à possível queda de pedras da falésia. A exploração desta Fajã fica ao critério de cada pedestrianista. Nela existe uma fonte com água potável, uma praia, pequenos terrenos agrícolas e podem avistar-se cabras selvagens. Como a Fajã não tem saída, o retorno tem de ser feito pelo mesmo caminho até chegar de novo a este local. Todo o percurso atravessa uma Zona de Protecção Especial (ZPE). É responsabilidade de todos(as) nós contribuirmos para a sua protecção, bem como assegurar a sua biodiversidade através da conservação deste habitat natural. A natureza agradece.

AS FILARMÓNICAS

A ideia de fundar uma Filarmónica , na vila de Lajes das Flores, remonta a 1885, esboçada num projecto integrado por João Maurício de Fraga, Lúcio Maurício da Câmara, José Pimentel Soares e José Francisco Pereira, que não singrou. Em 1902, efectuou-se uma segunda tentativa nesse sentido, sob a direcção de Jerónimo Lino de Freitas, e essa Filarmónica esteve em actividade durante cerca de dez anos.

Em 1932, surgia a Filarmónica Nossa Senhora do Rosário , fundada pelo professor Manuel da Silva Júnior e pelo padre José Francisco Soares, que se manteve em actividade até 1958. A estreia teve lugar, no dia 25 de Setembro de 1932, na festa da Padroeira, sob a regência do professor Manuel Silva Júnior. Em Abril de 1933, o santacruzense António Francisco Avelar foi admitido como empregado da Câmara Municipal de Lajes das Flores e assumiu as funções de regente da Banda, revelando-se um exímio executante de diversos instrumentos, nomeadamente, violino e cornetim. Foi um dos melhores maestros da ilha das Flores e também grande compositor, tendo deixado, na Freguesia, algumas das excelentes peças que compôs.

Foram músicos fundadores da Filarmónica os seguintes lajenses, assim distribuídos, Contrabaixo – António Rosa, Luís Narciso e António Fraga; Bombardinos – António Araújo e Luís Araújo; Trombones – João Fraga e Lázaro Inácio; Trompas – Francisco de Freitas Tomás, José Araújo, Luís de Freitas Tomás e António Luís; Clarinetes – José Gonçalves e Francisco Fraga; Flauta – Manuel Maria de Freitas; cornetins – Ernesto Garcia, Luís Fraga, Francisco Martins e José da "Ladeira Grande" ; Bombo – António Lopes; Pratos – António José da Silva e António Cabeceira; Caixa – Caetano Araújo.

A Filarmónica teve farda apenas durante os primeiros anos da sua actividade e nunca possuiu estatutos legalizados nem sede própria, apesar dos seus muitos anos de carreira. Actuou nas festividades e em eventos vários de todas as freguesias das Flores, mas nunca saiu da sua Ilha.

Em 1963, coube ao padre Luís Pimentel Gomes, então pároco de Lajes das Flores, e presidente da comissão fabriqueira, proceder à sua última reactivação. Desta feita, a actividade da Filarmónica, sempre desenvolvida na ilha das Flores, manteve-se até 1967, ano em que cessou definitivamente.

AGRUPAMENTOS

  • O Grupo Coral da Igreja Matriz de Lajes das Flores esteve quase sempre associado à vida daquela Filarmónica, uma vez que alguns dos elementos de uma colectividade eram comuns à outra.
  • Em 1919, surgiu, em Lajes das Flores, o Clube Lajense , que ensaiou e apresentou, com grande êxito, diversas peças de teatro.
  • Graças ao Dr. Francisco Urze Pires e ao Regente Agrícola António Simas de Azevedo, constituiu-se, em 1952, o Centro Recreativo Popular Lajense , destinado a actividades de interesse cultural e recreativo, como palestras, concertos musicais, bailes e jogos de sala. Entre 1954 e 1955, o Clube criou e manteve uma Tuna , cujo repertório musical era de excelente qualidade.
  • A Casa do Povo de Lajes das Flores organizou, entre 1975 e 1977, um Grupo Coral Infantil, sob a direcção de António Maria Gonçalves, que actuou em diversas localidades da Ilha.
  • No ano de 1980, nasceu um Grupo Coral Polifónico , por iniciativa de António Maria Gonçalves, que exerceu a sua actividade, com grande sucesso, ao longo de cerca de uma década. De destacar, na sua carreira, uma deslocação aos Estados Unidos da América, em Maio de 1988, para diversas actuações em Stoughton, no estado de Massachusetts.
  • Em 1997, surgiu a Associação Cultural Lajense, com o objectivo de defender e divulgar a cultura florentina. Nesse âmbito, logo criou o seu Grupo Folclórico e Etnográfico, que teve a sua estreia na Festa do Emigrante, naquele mesmo ano. Presentemente, participa nas diversas festas da Freguesia, nomeadamente na Festa do Emigrante e nas Festas de Verão. Nas suas actuações, os elementos apresentam-se com trajes regionais autênticos, alguns com mais de 100 anos, caracterizando as figuras de antigamente.
  • Os Foliões actuam nas "alvoradas" , durante as sete semanas de Pentecostes, e todos os seus elementos vestem "opas".

O FUTEBOL

A prática futebolística, em Lajes das Flores, nasceu, como é habitual, antes da sua organização oficial. Os jovens lajenses jogavam em relvas, junto da Cancela da Vila, ou junto ao porto, no terreno conhecido como "relva da Câmara" , ou em terrenos dos Morros e Monte, e nas proximidades dos locais onde, mais tarde, se fizeram os campos de futebol da Vila, na Terra Chã e nos Biscoitos. Como não havia dinheiro para botas próprias, havia quem jogasse de tamancos (sapatos de fabrico local, feitos de madeira cercada com arcos de ferro e coberta de cabedal) ou descalço.

Em 1931, João Gonçalves de Freitas, que regressava às Flores, depois de frequentar os Liceus de Angra do Heroísmo e da Horta, onde fora jogador dos juniores, no Fayal Sport Club, foi o grande dinamizador da modalidade, congregando os seus conterrâneos numa equipa que designou União Desportiva Lajense , mais conhecida por Brancos.

A primeira bola de cabedal, ou couro, das Flores foi adquirida por ele, meses depois do seu regresso à Ilha. Depois, o sapateiro "Tio" Chico começou a fazer bolas, com gáspeas de sapatos velhos, e ensinou o ofício a Humberto Vieira, o famoso Menano da equipa dos Brancos.

Para se reunirem as condições mínimas, fizeram-se os necessários trabalhos de desaterro e, a 5 de Março de 1939, teve lugar a inauguração oficial do primeiro campo de futebol de Lajes das Flores.

O jogo de abertura efectuou-se entre a equipa dos Brancos , constituída por João Gonçalves de Freitas, Humberto Vieira Menano , Sargento Pinheiro, António Cabeceira, José do Faial, David Vieira, Manuel de São Miguel, José Gomes, Virgílio Belém, João Freitas, Leitão e Antonico Brum; e a equipa dos Vermelhos , ou Nacional Sport Club das Lajes , formada por Ernesto Fraga (seu organizador), Aristides Machado, José Ilídio, João Fraga, Vasco Fraga, Mateus Fraga, António Fraga, Francisco Fraga, João Furtado, Aspirante Carvalho e Jorge Fraga. O resultado da partida ficou em 2-1, a favor dos Brancos Apesar da rivalidade que, ao longo dos anos, opôs estas duas equipas conterrâneas, sempre que havia algum jogo extraordinário, contra equipas de bordo de navios de guerra, contra a de

Santa Cruz, ou outras, organizava-se uma selecção dos melhores jogadores de ambas.

O entusiasmo pelo futebol cresceu muito, entre a população, que apoiava e mimava os seus orgulhos . Faziam-se inclusive, segundo Jorge Gomes Fraga, "poemas alusivos aos jogos e às equipas" .

 

Apesar de se estar em plena segunda Guerra Mundial, na vila das Flores, jogou-se futebol até o Ministério da Marinha adquirir os terrenos do campo para a construção da Estação Rádio Naval das Flores, por volta de 1945. Aquela área integrou a respectiva expropriação, por recomendação de António José Soares, Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Lajes das Flores, que tinha uma opinião desfavorável sobre a modalidade desportiva ali praticada, segundo o qual, "o futebol só servia para os rapazes estragarem roupas e calçados, e para perderem nele o tempo precioso dos seus trabalhos, para não falar nos danos que causavam nas culturas e nos terrenos quando neles realizavam jogos ou treinos".

Em 1948, o futebol lajense conheceu novo fôlego, mas como as equipas não podiam recorrer ao seu campo, os treinos efectuavam-se em relvas e, para os jogos, deslocavam-se à freguesia da Fazenda.

Com a inauguração das casas de habitação e demais instalações da Rádio Naval, em Agosto de 1951, estavam criadas as condições para que os elementos da Rádio Naval fundassem uma equipa própria, deixando de integrar as duas existentes. Em pouco tempo, tornou-se possível jogar no campo de Lajes das Flores, mediante solicitação prévia de autorização, quer para a realização de treinos quer dos jogos.

Dos muitos jogadores que por lá passaram, referem-se apenas os que integraram a melhor equipa de sempre daquela formação, ou seja, Tomás, Lima, Virgílio Braga, Sousa, António Raimundo, Mateus Azevedo, Mendes, Lénine, Costa, António de Freitas Pezudo e Santana. Na época de 1952/53, Luís Castelo, comerciante do lugar do Monte, impulsionou a organização de uma outra equipa, em Lajes das Flores, o Florense Futebol Clube . Era constituída por jogadores de elevada qualidade, recrutados nas Lajes, Fazenda e Fajã Grande, numa época em que as equipas daquelas localidades haviam abandonado a carreira.

Os treinos e jogos dos "Maus-Maus" , alcunha por que ficou conhecida a formação, realizavam-se no campo da Lomba, arrendado para o efeito. Durou pouco tempo, no entanto, esta equipa, porque, nas Lajes, reorganizaram-se as equipas dos Brancos e dos Vermelhos . A reactivação dos Brancos foi breve, mas a dos Vermelhos ainda se manteve activa por bastante tempo, servindo-se do mesmo campo que a Rádio Naval , equipa que prosseguiu também na sua considerável carreira futebolística, até a Estação Rádio Naval ser encerrada.

PUBLICAÇÕES

  • O Jornal do Ocidente , propriedade de uma cooperativa formada nas Lajes, saiu, pela primeira vez, para as mãos dos lajenses, no dia 10 de Julho de 1987, durante a Festa do Emigrante. José de Freitas Silva foi o grande dinamizador desta publicação, de periodicidade mensal, e desempenhou, inicialmente, o cargo de seu director.
    Em Janeiro de 1993, uma crise directiva colocou em causa a continuidade do jornal. Hélio Silva, presidente da assembleia-geral da Cooperativa Jornal do Ocidente assumiu as funções de director interino, durante dois meses, mas o tom de desalento da edição de Fevereiro deixava adivinhar a eminência do fim.
    No número de 10 de Março de 1993, Gabriela Silva e António Maria Gonçalves tomavam posse dos cargos de directora e de director adjunto, respectivamente, mas, ao fim de sete meses de luta pela sobrevivência, o Jornal do Ocidente despedia-se definitivamente do seu público, na edição n.º 75, datada de 10 de Outubro de 1993.
    Nascido com o propósito de ser uma alternativa ao quinzenário As Flores , acabou, curiosamente, por dar o seu nome ao suplemento que a sua última directora passou a editar naquela publicação.
  • O Trabalhador , fundado em 27 de Outubro de 1888, perseguia os objectivos de "defender o povo em tudo..." e de ter "sempre em vista os melhoramentos do Concelho" . Intitulando-se folha democrática , apresentou-se em casa dos lajenses, avisando, no "Expediente" que, quem o recebesse e não devolvesse aquela edição inaugural seria oficialmente considerado seu assinante.
    De periodicidade semanal, era editado por António Luís de Mendonça, seu proprietário, que, em finais de 1919, surgirá ligado à criação, na Ilha, do novo Partido Republicano Liberal.
    A sua última edição consultável, a 85.ª, data de 21 de Julho de 1890, ano em que a sua publicação terá cessado. Acção Social: Não descurando o bem-estar da sua população, a Freguesia mune-se de um Centro de Dia, mas impõe-se a necessidade de criar, brevemente, um Lar de Idosos.
    Ensino: No âmbito da Educação, Lajes das Flores possui uma Escola Pública de Ensino Básico do Primeiro Ciclo. Guia Turístico: Para satisfazer a sede de cultura dos seus visitantes, esta Freguesia oferece o seu património histórico, cultural e natural, de que se destacam, a Igreja Matriz ; a Capela de Nossa Senhora das Angústias ; os Impérios do Divino Espírito Santo (reconstruído em 1819 e em 1846), do Divino Espírito Santo dos Morros (construído em 1846) e do Divino Espírito Santo dos Montes (construído em 1868); o edifício da Câmara Municipal ; os Chafarizes da Cruz , dos Morros e dos Montes , o Porto de Lajes das Flores ; a Pedra dos Frades ; a Estrada da Pedrinha ; as Lagoas Rasas e Funda ; a Fajã de Lopo Vaz ; e os bonitos Vales circundantes.
  • A Igreja Matriz e o mais interessante monumento da Freguesia. Da invocação de Nossa Senhora do Rosário, a sua construção iniciou-se em 1763 e ficou concluída em 1783. Ergueu-se no local onde estivera implantada a Ermida do Espírito Santo, para ali transferida, do porto, no século XVI. Destinou-se a substituir a velha Matriz, cujo chão deu, posteriormente, lugar ao actual cemitério.
    Apesar de ter nascido em torno de uma Ermida de invocação do Espírito Santo, a paróquia das Lajes, fundada nos primeiros anos do século XVI, adoptou Nossa Senhora do Rosário por orago.
    Desconhece-se a época a que remonta a primitiva imagem da Padroeira, mas sabe-se que foi restaurada, no Porto, em 1891, tendo regressado às Flores, abordo do paquete Açor, no mês de Novembro, facto que adiou a realização das suas festas, nesse ano, do mês de Outubro para o de Dezembro. Na mesma viagem, chegaram às Flores dois novos sinos para a Matriz das Lajes. A actual imagem da Padroeira data de 1950.
    A Igreja Matriz foi reconstruída em meados do século XIX. Porém, logo em Dezembro de 1880, trabalhava-se na cantaria para o arco da capela, que foi elevada a 1,10 metros; em 1883, assentou-se o retábulo principal, sob a direcção do artista lisboense Manuel d'Oliveira; e, dois anos depois, o brasileiro J. Nunes Sobrinho procedia ao seu primeiro douramento.
    Entre 1907 a 1910 foi novamente reparada, devendo-se aos carpinteiros locais António de Maurício de Fraga e Francisco José Pimentel, a realização dos retábulos laterais, no ano de 1908. O douramento destes, na década de 60, ficou a cargo do artista micaelense António Jacinto Carreiro.
    Em 1953-1954, algumas das suas imagens foram submetidas ao restauro de escultura e de pintura; no ano de 1964, realizarem-se diversas obras no edifício e, em 1968, procedeu-se à pintura dos altares, tecto e ambão. A mais recente intervenção teve início em Maio de 1991 e consistiu, numa primeira fase, na reparação da armação e substituição do forro e da cobertura. Do património da Igreja, merece destaque o lampadário do Santíssimo, um antigo ostensório e um cálice de prata oferecido pelo Papa Pio X, "em penhor de gratidão pelo bom acolhimento que os povos desta freguesia fizeram aos náufragos do Slavónia, arrojado à costa desta Ilha, em 10 de Julho de 1909".
    Possui também um interessante quadro do Baptismo de Jesus, pintado no primeiro quartel deste século por Filomena Albertina Mourão de Freitas, uma artista de projecção nacional, filha do professor António de Freitas, natural das Lajes, a quem se deve também o desenho da imagem de Nossa Senhora do Rosário para o azulejo do frontispício da Matriz.
  • A Capela de Nossa Senhora das Angústias, datada de 1729, foi fundada por dois espanhóis, D. Pedro e D. Manuel, que naufragaram ao largo de Lajes das Flores e, apesar do grande perigo que sofreram, conseguiram salvar-se
  • A Ermida do Espírito santo situava-se, segundo Diogo das Chagas, "ao sahir do Porto, que he hua calheta em que abicuão barcos" e havia sido "antigamente parochia da Villa que ahi estava, que depois de queimada se mudou pera cima, onde hoje está, e na mesma Igreja se fez esta hermida do mesmo orago, que antes tinha" . Tratar-se-ia, portanto, do primeiro Templo das Lajes, em volva do qual nasceu a futura Vila.
    No lugar onde se erigiu a segunda Ermida do Espírito Santo construiu-se, mais tarde, a Igreja Matriz de Flores.
  • O porto da Vila de Lajes das Flores é a mais importante infra-estrutura do Concelho e uma das maiores de toda a Ilha. Construção desde há muito reclamada pelos florentinos, foi edificadõ pela empresa Somague e inaugurado no dia 12 de Junho de 1994, durante o mandato de Albino Cristiano Gomes como Presidente da Câmara, um autarca que lutou arduamente pela sua realização e que, num discurso emocionado, afirmou acertadamente: "A deliberação da construção do Porto das Flores constará decerto entre os actos mais sublimes nos Anais das Obras Públicas construídas nos Açores em Autonomia".
    No entanto, esta obra continua, até hoje, incompleta e subaproveitada, por não possuir rede de frio, rampa de varagem para as embarcações de pequeno porte, cais de recreio e molhe electrificado, lacunas a colmatar o mais rapidamente possível, em benefício da Vila e de toda a Ilha.
  • Em "Viagens na Nossa Terra" , João Vieira traça o seguinte roteiro das belezas da Freguesia: "Depois de visitar as duas lagoas, Funda e Comprida, regresse ao ramal que liga a Ribeira Grande. Passando pela encosta da Pedrinha (Lajes), terá uma visão paradisíaca das duas lagoas em baixo, cercadas de montanhas que vão dos seiscentos aos oitocentos metros de altitude. Na descida sobre as Lajes, vê-se a Caveira, Lomba, Fazenda e o vale das Lajes, coroado de montanhas.
    A guarnecer o litoral, fica a crista da Rocha Alta, a maior falésia da Ilha, com cerca de quinhentos metros de altitude. (...) Visite a Igreja Matriz, os Paços do Concelho e a zona do Porto".

Cultura

TRADIÇÕES

Festas e Romarias: Na Freguesia, realizam-se festas em honra de São Pedro , no dia 29 de Junho, e da Padroeira, Nossa Senhora do Rosário , no primeiro domingo de Outubro, na Igreja Matriz de Lajes das Flores, durante o fim-de-semana, com procissão e arraial. As festas do Divino Espírito Santo solenizam-se, na sétima semana após a Páscoa, no Pentecostes, e duram de sábado a segunda-feira (feriado), sendo de tradição, servir, nesta época, as famosas Sopas do Espírito Santo.

A Festa do Emigrante (nome que designa a festa do Concelho desde 1986, em homenagem a todos os emigrantes portugueses) celebra-se de sexta a segunda-feira (feriado municipal), na terceira semana de Julho, junto aos Paços do Concelho (Avenida Peixoto Pimentel). Estes festejos incluem Missa Solene, seguida de Cortejo, diversos Eventos Desportivos e Espectáculos de Animação, Arraial e as imperdíveis Sopas do Espírito Santo, servidas nos tradicionais Restaurantes da Freguesia.

Danças e Cantares: Fazem parte da memória dos mais velhos, os serões bem passados com os "Foliões" , entoados nas "alvoradas" , durante as sete semanas de Pentecostes.

Trajes Característicos: De acordo com documentos antigos desta região, recuperam-se o capote e os trajes de padre , de senhor rico, de senhor pobre e de senhorio.

Jogos e Brinquedos Tradicionais: Graças às recordações dos mais idosos, recuperam-se os jogos de cartas, dominó e damas.

GASTRONOMIA

Pratos Típicos: São iguarias da região, os pratos típicos das ilhas dos Açores, como as Sopas do Espírito Santo, Inhame com Linguiça, Cozido de Porco, Torta de Erva do Mar e Cherne Cozido ou Frito, que se podem degustar nos restaurantes Beira Mar (de Ana Paula Andrade), O Brandão (de Jorge Silva), o Porto Velho (de Gabriela Dias) e no Snack-Bar Ocidental (de Emília Câmara). Doces Regionais: Fazem parte da confeitaria da região, Doce de Amora e Doce de Araçá.

ARTESANATO

Para não esquecer a manufactura do passado, a D. Zélia Almeida executa belos trabalhos de patchwork e bordados, comercializados pela própria, na "Casa Zélia", junto ao Largo do Pelourinho (Vila das Lajes).

Documentos

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