Câmara Municipal das Lajes das Flores

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FreguesiasLomba

Executivos

Órgãos Autárquicos
Presidente Eliseu Alexandre Andrade Câmara
Secretário  Victor Norberto Garcia de Medeiros
Tesoureiro Maria Patrícia Carias Andrade 
Órgãos Deliberativos da Freguesia (Assembleia)
Presidente Elisabete Fátima Carias Andrade Medeiros 
1º. Secretário Maria José Câmara de Andrade Freitas 
2º. Secretário Cátia Sofia Raposo Medeiros Inocêncio 
Vogal José Manuel Botelho de Freitas 
Vogal Nuno Filipe Belo de Fraga Diogo 
Vogal  Débora Rute Moura Vasconcelos
Vogal Dália Fortuna Lopes 

Historial

A freguesia da Lomba , situada na costa este-sueste da ilha das Flores, confina com as freguesias da Fazenda, a sul, e da Caveira (Santa Cruz das Flores), a norte.

A cerca de cinco quilómetros da sua sede concelhia, Lomba, revela-se de elevada importância, visto que demarca, nos limites da Ribeira da Silva, a jurisdição administrativa da Vila das Lajes da Vila de Santa Cruz.

O Padre António Cordeiro, apesar de parco nas palavras, refere-se a Lomba nos seguintes moldes: "E ainda defta Villa para o Norte huma legoa, eftá o lugar chamado da Lomba, que confta de quafi cincoenta fogos, termo da jurisdição da Villa das Lagens" . (In História Insulana)

O Padre José António Camões, mais emotivo nas suas descrições, dirige-se à Freguesia assim: "Passada a ponta do ilheo Furado segue-se ao pé de uma rocha chamada a rocha do ilheo furado um porto muito rediculo chamado o Coutinho, onde varam os barcos da freguesia da Lomba, tem capacidade ao menos para 4 ou 5 barcos pequenos, mas não tem refugio senão para dois, quando muito correndo para sueste cahe uma ribeira chamada a ribeira do Gil, sobre a rocha da parte d'além está um forte com uma casa boa, e tem três peças" . (In Roteiro Exacto da Costa da Ilha ) O historiador acrescenta ainda que o forte fora construído em 1820 "de faxina, e por isso se acha já derrotado em parte".

Mais adiante, o mesmo autor relata-nos ainda o seguinte: "passada a ribeira do fundão, e correndo para Sueste, segue-se em distancia, talvez de 3 leguas, sobre uma eminencia, a freguesia da Lomba – Orago de São Caetano. Tem reitor paracho com ordenado de 5 moios, 3 alqueires, ¼ 8 de trigo, 8$ reis em dinheiro; e thesoureiro com um moio de trigo, e 6$000 em dinheiro e dá elrei par fabrica 2$000" .

Nessa época, a Freguesia apresentava juiz vintenário, escrivão, porteiro, rendeiro do verde e jurado sujeito à jurisdição das Lajes.
Em termos eclesiásticos, a Lomba foi a sexta paróquia a ser criada na Ilha, por volta de 1698. Apesar desta tardia instituição, alguns factos históricos sugerem que o povoamento desta região tenha ocorrido nos inícios do século XVI. A Fajã de Pedro Vieira, a norte do porto desta Freguesia, adquiriu curiosamente o nome de um dos primeiros povoadores da Insula, um madeirense companheiro de Gomes Dias Rodovalho, líder de um conjunto de colonos que aqui aportaram cerca do ano de 1510. Deste grupo inicial, fazia também parte Gonçalo Anes Malho que, segundo Frei Diogo Chagas, era "casado com sua molher Genebra Gonsaluez" e que "uierão de lugar de Ourem donde erão naturais (...) e tiuerão sua datada banda das Lages aonde se diz a Lomba da boa Vista" (In Espelho Cristalino ) Frei Diogo das Chagas, em obra supracitada, levanta ainda uma importantíssima questão relacionada com a primeira ermida a ser erigida nas Flores. "Como também dizerem que a primeira Igreja fui hua hermida de Santa Barbora que se fez da banda ao Sul, aonde se diz a Lomba, e que pollo tempo se ueio a destruir esta hermida, da qual, e de sua destruição eu ouui fallar senão agora, e assim que tudo isto tenho por ridículo" . Ridículo ou não, certo é que a ser verdade, significa que o povoamento começou pelo sul das Flores, facto que atribui à Lomba uma importância acrescida.

Convém ainda lembrar que, na Matriz das Lajes, onde a povoação da Lomba se manteve até à sua erecção como paróquia, havia uma Confraria de Santa Bárbara, ainda existente em 1761.

Desanexada da Matriz e vila das Lajes, que então se estendia da Ribeira Simão Dias até à Ribeira da Silva, a paróquia da Lomba chegou a ter jurisdição sobre o lugar da Caveira, até Dezembro de 1823, data em que também foi elevado à categoria de Paróquia. A integração de Caveira na paróquia da Lomba, por desanexação da Matriz de Santa Cruz data de 1757 e foi determinada por alvará de 7 de Julho, do Bispo de Angra do Heroísmo, D. Frei Valério do Sacramento. O pedido foi feito pelo próprio vigário de Santa Cruz, padre Agostinho Pereira de Laçerda, era então reitor da Lomba, o padre António Rodrigues Serpa.

Actualmente, por força de determinação da sua população e do trabalho de uma administração local empenhada, Lomba apresenta-se como um dos locais mais aprazíveis de todo o concelho das Lajes, em particular, e da ilha das Flores, em geral.

Desenvolvimento e Turismo

POPULAÇÃO

Divisão Etária:
Crianças: 10%
Adolescentes: 11%
Adultos: 56%
Idosos: 23%

Número de Residentes: Cerca de 197 habitantes.
Número de Eleitores Recenseados: 165 eleitores. Dados reportados ao Referendo Nacional de 11 de Fevereiro de 2007.

Em busca de melhores condições de vida, parte da população activa emigrou para diferentes países europeus e americanos. Porém, como não esquecem a sua terra natal, visitam-na todos os anos e, quando regressam definitivamente, investem em diversificadas áreas da Freguesia.

DESENVOLVIMENTO E TURISMO
Sectores Económicos:
Primário: 61%
Secundário: 31%
Terciário: 8%

Uma vez que, desde a sua génese, Lomba foi caracterizada pela excelência das suas terras, não admira que parte considerável da sua população se ocupe ainda em actividades do sector primário, como a agricultura. Contudo, perante os novos desafios que a sociedade actual nos apresenta, actividades dos sectores secundário e terciário complementam, hoje, a economia desta Freguesia açoriana. Meios de Acolhimento: Para melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta Freguesia dispõe de unidades de Turismo de Habitação (tel.: 292 593 534 / 292 593 278) e trilhos turísticos pedestres, através dos quais se observam paisagens deslumbrantes.

Ensino
No âmbito da Educação, esta Freguesia mune-se de algumas infraestruturas, como uma Escola Pública de Ensino Básico do Primeiro Ciclo.

Guia Turístico
É indiscutível que os Açores possuem algumas das paisagens naturais mais belas de toda a Europa. Lomba, neste campo específico, não constitui excepção, orgulhando-se, por exemplo, da moldura verdejante que enquadra a Lagoa da Lomba , a Rocha do Touro (um dos mais interessantes acidentes naturais da Ilha, é uma rocha imponente, aveludada de pastagens, donde se alcança um panorama verdadeiramente espectacular sobre as freguesias de Lajes das Flores, Fazenda, Caveira e Santa Cruz; sobre o Monte das Cruzes e sobre parte da solitária ilha do Corvo), o Portão da Fajã ou o Porto de Mar .

Do seu património edificado, por outro lado, não se pode deixar de referir:

  • a Igreja Matriz , cuja construção primitiva data, provavelmente, de 1698, ano da criação da própria Paróquia. Entre 1753 e 1759, procedeu-se à sua reedificação e, entre os anos de 1873 e 1888, sofreu ainda obras de restauro e de beneficiação.
  • a Casa do Divino Espírito Santo que, de acordo com o jornal "O Fayalense" (edição de 29 de Fevereiro de 1880), foi erigida em 1868 e reconstruída, em 1892. Em 1880, a irmandade estava a organizar os seus estatutos, havendo então na Ilha uma só irmandade com estatutos aprovados.

 

Cultura

TRADIÇÕES

Festas e Romarias
As manifestações religioso-profanas são parte integrante da cultura etnográfica de cada região. Em Lomba, para não se perder a identidade religiosa ancestral da sua população, realizam-se festas em honra de Santo Antão , no Domingo Gordo; do Divino Espírito Santo , no Domingo de Pentecostes; de São Pedro , a 29 de Junho; de São Caetano , no segundo fim-de-semana de Agosto; e de Santa Teresinha , no segundo fim-de-semana de Outubro.
Para além destas festividades, é também bastante concorrida, a celebração dos Reis , no dia 6 de Janeiro.

GASTRONOMIA

Pratos Típicos
São iguarias da região, Inhame com Linguiça, Sopa do Espírito Santo e Cozido de Porco.

Doces Regionais
Fazem parte da confeitaria da região, Filhós de Entrudo e Massa Sovada.

ARTESANATO
As peças de artesanato, cada vez mais apreciadas por naturais e estrangeiros, funcionam como cartão de visita de cada região, uma marca presente de um passado que tende a ser esquecido. Neste sentido, em Lomba, permanecem vivas algumas artes antigas como as de tapeçaria e de manufacturar arranjos florais com casca de milho.

Documentos

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O tempo nas flores

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