Câmara Municipal das Lajes das Flores

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FreguesiasMosteiro (ver site da Junta)

Executivo

Órgãos Autárquicos
Presidente Maria Isabel Freitas Tenente
Secretário Maria da Conceição Lourenço Gonçalves
Tesoureiro Maria de Fátima Ávila Ramos
Órgãos Deliberativos da Freguesia (Plenário)
Presidente Arménio Manuel Jorge Tavares
1º. Secretário Robin Alexandre Ramos Vieira
2º. Secretário Maria Goreti Pereira Martins

Historial

A freguesia de Mosteiro pertence ao concelho de Lajes das Flores, de cuja sede dista cerca de dez quilómetros. Com uma área de sete quilómetros quadrados, é uma das freguesias menos povoadas do País, constituída apenas pela sede de Freguesia e pelo lugar de Caldeira.

O topónimo principal continua a ser pomo de discórdia entre os historiadores, mas muitos defendem a teoria de que o herdou da Freguesia homónima existente na ilha de São Miguel. Os primeiros colonos a ocupar esta região seriam oriundos daquela localidade e tê-la-ão baptizado com o nome da sua terra natal. Segundo alguns autores, este movimento de colonização foi encabeçado por um homem chamado João Soares.

Em 1676, o então lugar de Mosteiro era desanexado da vila de Lajes das Flores e incluído na paróquia de Fajãs, com sede na paróquia de Nossa Senhora dos Remédios da Fajanzinha.

O aventureiro António de Freitas, antigo seminarista, nascido na Fajãzinha, esteve emigrado na China, onde fez grande fortuna. Regressando de lá, no ano de 1846, mandou construir a Igreja Matriz de Mosteiro, de invocação à Santíssima Trindade "em sinal de reconhecimento por ter conseguido salvar todos os seus bens. "

Alguns anos mais tarde, em 1850, Mosteiro foi elevado a Paróquia, conjuntamente com o lugar da Caldeira, já a Igreja estava construída. Como relata Francisco Gomes, "ao tempo da erecção da paróquia se achava já decentemente ornada, e provida de paramentos, e mais objectos necessários para o Culto Divino".

Nessa época, a recém-instituída Freguesia reunia 90 fogos e cerca de 300 habitantes.
O Padre José António Camões, após descrever a ponta do Sargo, refere o minúsculo portinho do Mosteiro "onde tristemente varam três ou quatro barcos (...). O tal portinho é de uma pequena povoação chamada «Os Mosteiros»" e assinala a existência de duas ribeiras, a Ribeira do Mosteiro e a Ribeira dos Ladrões, ou do Fundão, "aonde acaba o destricto da freguesia de Nossa Senhora dos Remédios, e de Nossa Senhora do Rosário das Lagens".

O mesmo historiador refere que, ao seu tempo, a Freguesia possuía apenas 31 fogos, com 83 homens e 92 mulheres, acrescentando ainda: "Tem 8 casas de telha, e neum homem calçado. Há nella juiz vintenário, com seo escrivão, sujeitos à jurisdição da villa das Lagens. Os soldados da ordenança que há na dicta aldeia são subordinados à 2ª companhia da villa das Lagens".
Esta Freguesia esteve anexada ao concelho de Santa Cruz das Flores, entre 18 de Novembro de 1895 e 13 de Janeiro de 1898, enquanto durou a supressão do concelho de Lajes das Flores.

Actualmente, na sua milenária pacatez, Mosteiro assemelha-se a um lugar paradisíaco, retirado de um conto de fadas. Muito bem arrumada, limpa e ajardinada, com a sua Igreja, mandada construir pelo aventureiro chinês nascido na Fajãzinha.

Desenvolvimento e Turismo

POPULAÇÃO

Divisão Etária:
Crianças: 8,2%
Adultos: 65,2%
Idosos: 26,6%

Número de residentes: Cerca de 49 habitantes.
Número de eleitores recenseados: 47 eleitores. Dados reportados ao Referendo Nacional de 11 de Fevereiro de 2007.

Em busca de melhores condições de vida, 8,2% da população activa emigrou para outras regiões do País ou para diversos países, em especial para o Canadá.

No século XVIII, quando as populações das ilhas dos Açores se cansaram de sofrer a falta de quase tudo e decidiram procurar novos horizontes, o principal destino escolhido foi o Brasil. Mais tarde, na centúria seguinte, seria na imensidão dos Estados Unidos da América que grande parte dos emigrantes do Arquipélago buscaria a riqueza necessária para viverem com dignidade e conforto.
Forçados pelas circunstâncias a sair da sua concha vulcânica, almejando alguns essa descoberta de outras terras, para além do mar que lhes trunca a imaginação e os passos, os açorianos não esquecem, no entanto, a ilha-refúgio em que nasceram e vão regressando, anualmente, quase sempre nas festas da sua Freguesia natal, para retomarem forças e reatarem laços que, nessas épocas especiais, são sempre de profunda identidade e partilha.

DESENVOLVIMENTO E TURISMO

Sectores Económicos
A agricultura, a pecuária e o pequeno comércio são as bases que sustentam a economia da freguesia de Mosteiro.

Aliás, a lavoura e a criação de gado constituem, no essencial, a maior riqueza da ilha das Flores. Quase todos os habitantes criam gado vacum, num regime de subsistência, em terrenos particulares ou nos baldios, propriedade do Estado. Em qualquer dos casos, os animais pastam sempre livremente, o que confere, à sua carne, um sabor único e o epíteto de "carne verde" . Muito considerado nos mercados da especialidade, este é um produto de excelente qualidade e que se tornou na imagem de marca da Ilha.

Desporto, Cultura e Lazer
O fervilhante espírito associativista fez surgir aqui o Grupo de Foliões que, com muita competência e orgulho, efectua um excelente trabalho de promoção dos valores e talentos da sua terra natal.

A Freguesia, com o seu mar de águas puras, verdadeiro santuário de fauna e flora marítimas endémicas ainda inexploradas, oferece excelentes condições para a prática piscícola, mergulho e outros desportos náuticos. O azul destas águas guarda, sem dúvida, memórias antigas de marinheiros destemidos e de terríveis piratas, e é eterno guardião dos sonhos dos pescadores que aqui adormeceram e das lágrimas que as mulheres e os filhos, órfãos, nele verteram.

Ensino
No âmbito da Educação, Mosteiro possui uma Escola Pública de Ensino Básico do Primeiro Ciclo, que, actualmente, não se encontra em funcionamento, devido à falta de alunos.

Guia Turístico
Para satisfazer a sede de cultura dos seus visitantes, esta Freguesia oferece o seu património histórico, cultural e natural, de que se destacam, a Igreja Matriz , o Império de Divino Espírito Santo , os Moinhos de Água , o Chafariz da Caldeira , o Cabeço do Sinal , o Cabeço da Muda , a Vista do Portal Poio e a Cruz dos Bredos.

Cultura

TRADIÇÕES

Festas e Romarias
Na Freguesia, realizam-se festas em honra da Santíssima Trindade , nos dias 19 e 20 de Agosto; de São Pedro , em 29 de Junho; e do Divino Espírito Santo , sete semanas após a Páscoa.

GASTRONOMIA

Pratos Típicos
São iguarias da região, Inhame com Linguiça, Feijão com Cabeça de Porco, Torta de Erva do Mar e Sopas de Agrião, de Água e de Couve.

Doces Regionais
Fazem parte da confeitaria da região, Bolos Caseiros, Filhós de Entrudo e Folar da Páscoa.

ARTESANATO

Para não esquecer a manufactura do passado, os artesãos locais dedicam-se à execução de colchas, no tear, e às ancestrais artes de cestaria em vime, de rendas e de bordados.

Documentos

Documentos

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O tempo nas flores

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