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Valorização energética dos resíduos como forma de reduzir emissão de gases

Terça, 26 de Junho de 2012

O presidente do Governo Regional, Carlos César, defendeu a valorização energética dos resíduos, como forma de diminuir a dependência da região ao nível dos combustíveis fósseis e reduzir a emissão de gases para a atmosfera.
“Embora a valorização energética de resíduos possa parecer para alguns uma opção ambientalmente menos adequada, na realidade traduz-se na eliminação das emissões a partir dos aterros, onde esses resíduos necessariamente teriam de ser colocados, e numa economia de combustíveis fósseis que, além de fazer sentido do ponto de vista da nossa economia, é vantajosa do ponto de vista ambiental”, afirmou Carlos César.
Segundo a agência Lusa, o presidente do executivo regional, que falava na inauguração do Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa, um investimento de cerca de cinco milhões de euros, recordou que “os gases com efeito de estufa libertados pela decomposição dos resíduos nos aterros, em particular o metano, têm um potencial para acelerar as mudanças climáticas que é muito superior ao do dióxido de carbono que será emitido pela queima desses materiais”.
Por esse motivo, considerou que “esta é uma forma legítima e ambientalmente adequada de valorizar os resíduos, através da qual ganha o ambiente, ganha a economia e ganha a eficiência energética”.
O Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa é o segundo a entrar em funcionamento nos Açores, depois do que está instalado nas Flores, tendo Carlos César destacado o facto de o Governo ter iniciado este processo por duas ilhas que estão classificadas como Reserva da Biosfera.
No total, o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos prevê a instalação de centros de processamento em sete das nove ilhas dos Açores, faltando apenas iniciar a construção do centro da ilha do Faial.
Estas unidades destinam-se a dar uma resposta local aos resíduos putrescíveis, através da sua estabilização por compostagem, e a separar, embalar e expedir os resíduos destinados a ser valorizados fora da ilha, seja por reciclagem ou reutilização, seja por valorização energética através da sua utilização como combustível.
Nestes centros de processamento, salientou o presidente do Governo Regional, “os resíduos orgânicos transformados passam a constituir um recurso interessante para a horticultura, fruticultura e jardinagem, reduzindo a necessidade de importação de composto e de fertilizantes”.
A estes sete centros juntam-se mais dois, em S. Miguel e na Terceira, com uma capacidade mais alargada, que recebem os resíduos não recicláveis e não reutilizáveis provenientes das restantes ilhas, aproveitados para “produzir energia”.
Carlos César salientou que os projectos dos centros a construir em S. Miguel e na Terceira “já estão elaborados” e referiu que também está “definido e garantido o seu modelo de financiamento e operação”.
“Estamos, assim, com o mais importante do percurso já decidido e empreendido com vista à plena execução do plano regional de gestão dos resíduos”, afirmou, salientando que se trata de “uma das mais importantes reformas estruturais que se impunham na área ambiental”.

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